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Os Três Magníficos


Autor: Rui Verde
ISBN:
978-989-8325-54-9
Edição: Abril/2016
Colecção: MAIS ACTUAL
Editora: RCP Edições

Stock: Disponível
 
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° Introdução
° Índice
° Sobre o autor

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Excerto em PDF

 Formato: Livro em papel
 Páginas: 132
 Encadernação: Brochado
 Dimensões: 15 x 23 cm
 Preço: €15.90

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Os três magníficos, que alcançaram os píncaros da populari­dade, caíram em desgraça por causa de interesses e de negócios manchados pelas suspeitas de corrupção, tráfico de influên­cias, branqueamento de capital e fraude fiscal.

Com os escândalos políticos e financeiros que rebentaram em Portugal, Brasil e Angola, entre os quais se destacam os casos BES, Portugal Telecom, Lava Jato e Diamantes de Sangue, a Justiça começou a apertar o cerco.

O património e o estilo de vida, sem justificação nos rendi­mentos declarados, aumentam a desconfiança relativamente a muitas decisões de Estado, designadamente se foram assumi­das em função dos seus interesses pessoais, familiares e parti­dários.

 
 
 
 

Crasso era um dos homens mais ricos de Roma, fez e desfez cônsules, e determinou os destinos da cidade por muitos e muitos anos, até que um dia resolveu ir mais longe e comandar um exército romano para invadir e derrotar o inimigo eterno, a Pérsia (naquele momento chamada Pártia).

Arrogante e convencido das suas capacidades entrou com o exército pelas areias escaldantes do deserto, fazendo‑o marchar debaixo de um sol tórrido. Com a tropa sedenta e cansada do calor foi cercado, facilmente derrotado e morto pelos Partos, na batalha de Carras, um episódio funesto na História de Roma.

Pelo erro cometido ficou Crasso conhecido e surgiu a ex­pressão “erro crasso”. Em vez de ficar notado pela sua capacidade, inteligência ou abastança, Crasso ficou na História como um erro, um vaidoso e um arrogante, cuja incapacidade lhe custou a vida e a milhares de homens.

Lula da Silva foi presidente do Brasil entre 2003 e 2011, José Sócrates primeiro‑ministro de Portugal entre 2005 e 2011 e José Eduardo dos Santos presidente de Angola desde 1979. Todos ficarão na História como erros crassos, e não como estadistas magníficos.

A tese deste livro é simples: a detenção do poder por parte destes três homens criou um concerto políticofinanceiro espon­tâneo e original que terá servido para os tornar multimilionários, e promover um círculo de interesses envolvendo grandes empresas de construção, bancos, empresas de telecomunicações, negócios de petróleo, e financiamento de partidos políticos no Brasil e em Portugal.

Tratou‑se de um momento único na política dos três países. Contudo, reflete a tradição triangular atlântica, definida, historica­mente, após os Descobrimentos portugueses.

No século XVII era voz corrente, no Brasil, o seguinte dito: «Sem açúcar, não há Brasil; sem escravos não há açúcar e sem An­gola não há escravos».

Esta frase descrevia o essencial das economias de então: a prosperidade de Portugal assentava no Brasil e a riqueza do Brasil derivava de Angola.

O comércio transatlântico de escravos ocorreu em todo o Oceano, a partir do século XVI e até ao século XIX. A grande maioria dos escravos angolanos foram transportados para o Brasil. Os números eram tão grandes que os africanos que foram para o Brasil, por meio do comércio de escravos, tornaram‑se os mais numerosos imigrantes antes do final do século XVII.

O sistema económico do Atlântico Sul, centrado na produção de produtos agrícolas de base para vender na Europa, fez aumen­tar o número de escravos africanos trazidos para o Novo Mundo. Isso foi crucial para Portugal, que depois vendia estes produtos à Europa, e assim algumas das suas elites enriqueciam, que não a maior parte do povo.

Em suma, Angola fornecia os escravos ao Brasil, enriquecen­do os poderosos de Luanda e da costa. Esses escravos produziam açúcar e café no Brasil, enriquecendo os seus detentores. Por sua vez, estes produtos eram transitados através de Portugal. Vê‑se que a riqueza de uns dependia de outros e vice‑versa. Existia uma forte ligação entre as três economias.

É esta dependência financeira estratégica, agora a um nível micro e individual, que Sócrates, Lula e José Eduardo dos Santos, na minha perceção e opinião, vão repetir nesta idade da globalização.

A atuação destes homens, pelo menos a partir de certo mo­mento, não foi nenhuma gesta heroica. Pelo contrário, traduziu‑se numa destruição acentuada de valor e de pessoas, com prejuízos inomináveis para os países que governaram.

Karl Marx defendia que o papel humano tem pouca impor­tância nos movimentos estruturantes e coletivos da sociedade. De facto, existem esses movimentos, mas o fator humano, como escrevia Graham Greene, será sempre determinante. E, neste caso, é o fator determinante de uma história de ganância, erro, cupidez e, no fim, angústia coletiva. 


 

 

Prefácio 9

Nota do Autor 13

Introdução 17

I -Triângulo do Atlântico: cumplicidades político-

financeiras 21

II- Vidas paralelas 27

1. Dúvidas sobre o local de nascimento 28

2. Licenciaturas questionadas 29

3. Fundação do PT (Lula) 32

4. Homem dos soviéticos 32

5. Futebol e TV lançam Sócrates 35

6. Trabalhar até aos 30 38

7. Procedimentos comuns 41

III- Negócios fantásticos 45

8. Presidente e o fecho do círculo 50

9. Lula da Silva e o BES 56

10. Sócrates e BES: eixo fulcral 56

11. Portugal Telecom/Sonae/VIVO/Oi 59

12. Ongoing: construção apressada de um mito 65

13. Grupo Lena, Mota & Companhia, Odebrecht e

Andrade Gutierrez 70

14. Financiamentos para todos os gostos 74

15. Odebrecht em Angola 75

IV - Quadros explicativos 79

16. Origem e formação 79

17. Trabalho e riqueza 80

18. Política e justiça 80

19. Universo Espírito Santo 81

20. Financiamentos angolanos 81

21. Relações e ligações 82

22. Círculo dourado 82

V - Financiamento dos partidos políticos 83

23. Caso Figo 84

24. MPLA: partido‑Estado‑empresa 88

VI- Macau: nova Suíça 91

25. Sam Pa: grande amigo 94

VII- Política e dinheiro 97

26. Corrupção e moralismo 98

VIII- A função política dos juízes 103

IX- Conclusões e palavras finais 107

Advertência ortográfica. 123

Abreviaturas 125


Índice onomástico 127


 

 

Rui Verde

Rui Verde nasceu em 1966. Doutorou-se em Direito em Ingla­terra, com uma tese sobre o papel constitucional dos juízes britânicos, depois de se licenciar em Direito na Universidade Católica em Portugal. Tem várias formações complemen­tares em Direito e Economia.

É analista legal do MakaAngola (dirigido por Rafael Marques) e Coordenador do Gabinete de Di­reitos Fundamentais do COMPA­NHEIRO, além de ser Consultor Internacional, especialmente em Angola e Arábia Saudita. Orienta mestrados e doutoramentos em várias universidades.

Durante vários anos foi Professor de Direito em Portugal, Inglaterra e Brasil.

Exerceu as funções de vice-reitor da Universidade Independente de Portugal e vice-presidente da Uni­versidade Independente de Ango­la, universidades em cuja funda­ção participou.

Publicou vários livros, entre os quais se destacam “Juízes: O Novo Poder. Ensaio sobre a acção e reforma do poder judicial em Por­tugal”. RCP Edições; “Angola e Di­nheiro”. RCP Edições; “Helicópte­ros com dinheiro. Sair do Euro, da Crise e Mudar o Estado”. Chiado Editora; “O Processo 95385. Como Sócrates e o poder político destru­íram uma universidade”. Livros D’ Hoje-Leya/Exclusivo Edições.


 
 
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